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Nota da LER-QI em solidariedade aos trabalhadores da Flaskô

 

No dia 1º de julho, o Juiz André Gonçalves Fernandes, da 2ª Vara Civil de Sumaré, decretou a falência da fábrica Flaskô, que há sete anos funciona sob controle dos seus trabalhadores. O suposto motivo que desencadeou este decreto foi uma dívida de 37 mil Reais adquirida pela fábrica em 2007 com a empresa Fortymil devido a compra de matéria-prima. Na ocasião foram impossibilitados de honrar com suas dívidas porque a CPFL atacou a Flaskô cortando a sua energia. A dívida hoje já foi paga e os trabalhadores entraram com uma petição pedindo anulação da decisão do juiz.

Mas sabemos que os verdadeiros motivos deste decreto não foram a mísera dívida de 37 mil Reais, mas sim políticos. Em muitas outras ocasiões e meios este mesmo juiz expressou claramente suas posições reacionárias contra os movimentos dos trabalhadores. Quando em 2009 o MTST organizou ocupações de terras na cidade de Sumaré, o juiz André Gonçalves disse que este movimento, junto com o MST e a FARC, “fazem parte da Via Campesina, uma organização terrorista internacional”.

Acreditar na neutralidade da justiça burguesa é pura ingenuidade. Em plena crise capitalista internacional, quando os governos do mundo inteiro dão trilhões de dólares dos cofres públicos para salvar os grandes monopólios industriais e financeiros do mundo, parece uma piada decretar falência de uma pequena fábrica devido a uma dívida de valor tão baixo. Ainda mais quando a dívida era para uma empresa ligada a Braskem, maior monopólio petroquímico das Américas e a 8ª empresa do ramo no mundo. Pertencente ao grupo Odebrecht, a Braskem recebe gordos incentivos financeiros por parte do governo Lula, principalmente através da Petrobrás.

Portanto, toda e qualquer discussão técnica é mera ladainha para desviar a atenção da população. O que está em curso é um ataque consciente a uma fábrica em que seus trabalhadores decidiram desafiar a propriedade privada, tomar a fábrica e defender os seus postos de trabalho. Está em jogo hoje não uma mera dívida, que inclusive já foi paga, mas o emprego de 78 trabalhadores e as moradias de 750 famílias que hoje vivem na Vila Operária, construídas num terreno da fábrica doado pelos trabalhadores.

Portanto, nós da Ler-qi repudiamos este decreto judicial emitido pelo juiz André Gonçalves Fernandes e exigimos a sua anulação. Chamamos a todos os lutadores, trabalhadores e estudantes, organizações de esquerda e entidades estudantis e sindicais a defenderem a fábrica Flaskô, e arrancar definitivamente na prática o que o Sr. Juiz continua a negar no papel.

Todos ao ato em frente a Flaskô no dia 16/07 as 13h.

Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional

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