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O Bloco ANEL às Ruas chama todos a participarem da luta contra a terceirização!

Na UNICAMP convivemos com uma das políticas mais nefastas de precarização do trabalho e da educação, a terceirização. Cotidianamente nos deparamos com esqueletos de construções e inacabadas, verdadeiros elefantes brancos, e trabalhadores invisíveis de uniforme azul. Entretanto, o que paira sobre este assunto é a naturalização desta empresas privadas dentro do campus, ao invés da revolta e indignação! E enquanto todos se calam, a terceirização avança!

No IFCH, a biblioteca, cuja reforma está sob responsabilidade de uma destas empresas, inundou durante uma chuva ano passado, tendo que os estudantes salvar os livros de seu interior, enquanto a empresa (ir)responsável calou-se. Agora esta mesma empresa faliu, deixando seus trabalhadores sem salário. O AEL, um dos maiores arquivos do movimento operário do mundo, teve seus arquivos comidos por cupins, grassas a falta de funcionário especializados, também outra faceta da política de terceirização. Ao mesmo tempo, os trabalhadores da faxina, segurança e jardinagem, recebem salários de fome, trabalham o dobro do que devem em seus contratos ultra precarizados, mal possuem local para descansar, além de serem humilhados e reprimidos diariamente.

Avançando para além das denúncias, através da articulação entre grupos como o Universidade Popular – que possui relações com o MST – e da construção de comitês contra a terceirização como os que já funcionam no IFCH e no DCE, os quais o bloco ANEL às Ruas impulsionou efetivamente, com outros ativistas, e realizamos um ato na última quinta com o intuito de desmascarar para toda a comunidade acadêmica os profundos problemas que a terceirização gera e mostrar aos trabalhadores terceirizados que existe um setor de estudantes dispostos a estar ao seu lado, em defesa de seus direitos.

Na frente do bandejão, os trabalhadores terceirizados participaram ativamente do ato, acompanhando as intervenções no carro de som, entregando denúncias anônimas e cartas que eram lidas e conversando com os manifestantes. O grande ausente, e aqui não esboçamos nenhuma surpresa, foi o STU! Mais uma vez o sindicato manteve uma política muito corporativa e tímida na defesa dos terceirizados na Unicamp, assim como fez durante a greve dos trabalhadores das estaduais paulistas no primeiro semestre, que teve, pela atuação de um setor da oposição, como um dos eixos a questão da terceirização.

Após o ato, tomamos conhecimento que um gerente de uma das empresas terceirizadas, de nome Percival, listou os funcionários que estavam participando e, além de advertir várias e suspender por três dias uma funcionária, ficamos sabendo recentemente que uma das listadas foi demitida(!). Não podemos admitir isso, até a própria constituição – com todos os seus limites – garante a liberdade de organização política! Os terceirizados na Unicamp são tratados enquanto trabalhadores de segunda linha, humilhados, divididos do resto dos trabalhadores e escravizados num emprego que lhes paga um salário de fome sem diretos trabalhistas básicos.

Queremos a incorporação imediata destes funcionários precarizados, sem necessidade de concurso público, pois estes trabalhadores com seu trabalho já mostraram que são capazes de cumprir a função que já exercem e esta é a única forma de garantir a manutenção de seus postos de trabalho em condições dignas, tais quais as dos funcionários públicos. Esta luta será uma dura batalha, mas que deve começar de algum lugar se quisermos de fato vencê-la. Por isso, partimos, mais uma vez, do exemplo do Sintusp, que ao defender a importância estratégica da unidade das fileiras operárias sempre se colocou ao lado dos trabalhadores terceirizados, levantando a importância de sua efetivação. Nos baseamos também na luta dos estudantes da Unesp de Marília, que não aceitaram que uma conquista dos estudantes se transformasse num ataque aos trabalhadores, paralisando suas atividades e ocupando a diretoria acadêmica por um bandejão sem terceirização, o que, de fato, conquistaram.

Nesse sentido, construímos o ato, fizemos campanha visual, comitês etc, que foram medidas importantes. Entretanto, tendo em vista a importância do ato realizado, não podemos parar aí. Enquanto alguns vêem como o fim, nós, do Bloco ANEL às Ruas, achamos que foi apenas um passo no sentido de dar continuidade a nossa guerra contra a terceirização na UNICAMP. Os grupos que construíram o ato devem estar juntos para continuar esta essencial campanha. Não podemos permitir esses ataques aos trabalhadores terceirizados, pois além de ser uma gritante restrição de direitos elementares de manifestação, trata-se de uma política do conjunto das estaduais paulistas no sentido de precarizar o trabalho, arrancar os direitos dos trabalhadores e, sobretudo, impedir que estes se organizem e se manifestem politicamente.

Chamamos a todos para construir uma forte campanha contra a terceirização e a repressão, com reuniões de base (retomando os comitês contra a terceirização), constituição de uma campanha visual de denúncias, realização de atos e mesas para debater o tema!

Nenhum ataque aos trabalhadores terceirizados!

Pelo direito de livre organização e manifestação política!

Igual trabalho e igual salário e direitos: incorporação imediata dos terceirizados!

Construir a campanha contra a terceirização estadualmente!

Chamamos tod@s a participar da reunião contra a repressão e a terceirização, quarta-feira (29/09), 12h30 no IFCH

http://www.anelasruas.wordpress.com

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