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SKA-P en Zanon – video do show

A fábrica do povo, Zanon, voltou a erguer-se como uma referência para milhares de jovens e trabalhadores numa jornada histórica. A classe operária não teve fronteiras, e exercitou novas mostras de criatividade, colocando em alto uma tribuna onde ressoaram não somente os acordes das bandas que recorreram o cenário, mas também todas as lutas operárias do período.

Falou-se das greves francesas, daquelas do Estado Espanhol, da luta do povo Palestino e, sobretudo, esta jornada esteve especialmente dedicada, como dissera o secretário geral do combativo SOECN (Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas de Neuquén) ao companheiro Mariano Ferreyra, jovem militante e revolucionário assassinado pelos capangas da União Ferroviária de José Pedraza, além da luta dos companheiros terceirizados das linhas férreas (ferrocarril).

A fábrica sem patrões tornou-se m vedadeiro caldeirão desde a 17h, com a presença marcante de 10 mil pessoas no pátio; as bandas locais animaram o festival para a entrada da banda madrilenha SKA-P. O vocalista da banda espanhola, Pulpul, disse logo, “os operários demonstram que a gestão operária não é uma utopia, é uma realidade, uma ameaça ao sistema capitalista”, revelando orgulho em tocar numa fábrica sob controle operário.

Após, houve apartes para intervenções. Os aplausos e coros foram  quadro sonoro para cada uma delas, oriundas de trabalhadores e organizações de luta que subiram a cenário. O palco tornou-se rapidamente uma verdadeira tribuna de denúncia revolucionária.

A imagem do companheiro Mariano Ferreyra em uma gigantigrafia iluminada brilhou pela noite toda. Também a exigência de julgamento e punição da burocracia sindical assassina. Em nome do Partido Obrero (organização em que Mariano militava) falou a companheira Patricia Jure, e foram apresenatdos pelo companheiro Raúl Godoy, operário ceramista e dirigente do PTS (organização irmã da LER-QI na Argentina), que reivindicou a militância revolucionária de Mariano.

Houve delegações dos companheiros terceirizados do Ferrocarril Roca (linha férrea importante de Buenos Aires), e outros companheros do sindicalismo de base, lutando contra a terceirização e a precarização do trabalho no marco da batalha de classe não apenas com a negligência patronal, mas também contra suas patotas sindicais corruptas e entreguistas.

No marco de uma nova crise capitalista que se desenvolve e provoca milhares de trabalhadores e toda a juventude a testar seus músculos como nas greves na França e em toda a Europa, enquanto que na Argentina, com sucessivas sacudidas politicas que vão encorpando e delineando uma nova situação (o assassinato de Mariano Ferreyra, a morte de Néstor Kirchner, o fortalecimento conjuntural do governo de Cristina Kirchner),  sindicalismo de base segue abrindo caminho e luta para emergir como uma nova alternativa, não apenas para os trabalhadores, senão também para a juventude, para o estudantado, que neste período deu vibrantes mostras de como se deve combater o projeto de educação que as castas oficialistas delegam às camadas populares mais pobres e à classe trabalhadora, com ocupações de colégios secundaristas, universidades, ocupação do prédio do Ministério da Educação e enfrentamentos com a polícia. Neste horizonte, a fábrica do povo é uma trincheira que segue resistindo e aportando às batalhas que dá a classe operária em nosso país, estreitando os laços de solidariedade de classe internacional.

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