Início > Sem categoria > “Ô estudante, eu limpo o chão, mas eu sou contra a escravidão!”

“Ô estudante, eu limpo o chão, mas eu sou contra a escravidão!”

Era isso que mais de 400 trabalhadoras/ascantavam hoje pela manhã passando pelas unidades de ensino (foto acima). Após um mês de atraso dos salários, os terceirizados da empresa União de limpeza – contratada pela USP – iniciaram na sexta (08/04) um forte processo de mobilização, com uma paralisação que, diante da recusa da reitoria e da empresa em resolver a questão, continua nesta segunda. Isso ocorre após o término do contrato da União com a USP – uma forma velada de demissão em massa. Casos como este são recorrentes na USP, cujo Conselho Universitário abriga muitos professores donos destas empresas, que lucramàs custas da manutenção deste trabalho semiescravo na universidade. Um precedente da luta da União é a das trabalhadoras da Dima, cuja história exemplar relatamos no livro “A precarização tem rosto de mulher”, em que as trabalhadoras se organizaram, com o apoio dos estudantes da LER-QI e do Movimento a Plenos Pulmões, para exigir seus direitos. A luta contra a superexploração dos trabalhadores hoje ganha corpo em diversos lugares do Brasil, como nos canteiros das obras da construção civil – em especial as do PAC – escancarando que a promessa do “Brasil de todos” dos governos Lula e Dilma se funda no aprofundamento da precarização das condições de trabalho no país. Os governos e os patrões contam com a conivência da maioria dos sindicatos, hoje entulhados de parasitas que vivem de fazer favor aos patrões em troca de manter seus privilégios. No caso da luta da União não foi diferente, e seu sindicato – Siemaco – saiu vaiado pelos trabalhadores no primeiro dia de paralisação. Em seu histórico, já mandou até bate-paus contratados para agredir os trabalhadores que deveriam representar durante uma manifestação na USP. Diante
desta impossibilidade de contar com o Siemaco, o Sintusp tem atuado na linha de frente para organizar e dar todo o apoio à luta das trabalhadoras da União, levando a frente sua bandeira pela incorporação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público, e mostrando que o papel dos sindicatos combativos deve ser o de lutar contra a divisão das categorias, entendendo que a luta da classe trabalhadora é uma só. Nós da LER-QI acreditamos que os estudantes não podem ficar passivos diante de tamanha exploração e desrespeito aos direitos dos trabalhadores dentro da “universidade de excelência”. Por isso fazemos o chamado para que cada estudante e entidade estudantil tome esta luta em suas mãos e se coloque na linha de frente com a(o)s terceirizada(o)s para exigir da União e da reitoria o imediato pagamento de todos os salários! Vamos às assembleias, aos bandejões, pontos de ônibus, cada sala de aula e cada canto desta universidade divulgar e apoiar ativamente esta importante luta, que é também a luta pela democratização real da universidade, por uma USP em que todos tenham condições dignas de trabalho, sem trabalho escravo!

Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional

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