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Perseguição política na Unesp de Franca: os aristocratas do púlpito não passarão!

O blog Iskra reproduz a carta expedida pelo companheiro Adriano da Unesp/Franca, alvo de perseguição política do “professor-militar” Pedro Tosi, uma figura religiosamente insignificante e que aproveita o cenário nacional reacionário em que a presidenta-eleita faz comércio de direitos democráticos elementares como o aborto, em que a poeira humana neo-nazista e integralista decide mostrar os dentes (quando encoleirados pela polícia militar) e massacra gays e homossexuais em São Paulo, em que militares genocidas fazem algazarra pela manutenção do imenso presente cedido pelo PT, PCdoB e PCB que é o pacto silencioso da Anistia aos torturadores; aproveita esse palco montado pela burguesia cadavérica para exalar sua própria podridão. A autoridade de um gnomo.

O Iskra repudia veementemente as bestiais expressões de machismo, homofobia e racismo que imbecis auto-complacentes como Pedro Tosi representam. Essa corja não passará e o movimento estudantil nacional precisa se unir para combater as criaturas renovadas dos velhos viveiros burgueses.

 

Olá companheiros/as da
UNESP
Venho pro meio deste e-mail tornar público a todos/as um caso de clara perseguição em que estou sendo ameaçado de desligamento do curso (expulsão) pela burocracia acadêmica da UNESP.
Como muitos do m.e. da UNESP sabem, eu cursava Física Biológica na UNESP de S J do Rio Preto. Ano passado, porem, insatisfeito com o curso, prestei vestibular para História na UNESP de Franca e passei. Na Semana de Calouros, em uma atividade com o Prof Pedro Tosi e a Profa Rachel Santana sobre “Educação e Sociedade”, fiz uma intervenção discordando dos posicionamentos do Prof. Tosi, que, no meu entender, demonstravam que o professor defendia uma Universidade Elitista e culpabilizava os professores da rede pela má qualidade da educação básica, deixando claro que eu defendia um projeto de educação diferente. Na semana seguinte, esse professor, que dá aula pro primeiro ano, iniciou a aula tanto no período diurno quanto no noturno, me procurando e dizendo que iria “me colocar no eixo”. Em seguida, ao me localizar, deu uma aula de duas horas e meia expondo suas ideias e seu modo de ver a vida, onde, além de outras coisas, fez referência em defesa de Gilberto Freire; disse em certo momento em tom divertido: “quem quer dar a bunda dá, quer velcro cola, eu não faço essas coisas”; para no final da aula se dirigir a mim em tom provocador e dizer: “viu, porque é que não é possível existir uma Universidade para todos?”. Respondi então ao professor que era deseducativo de sua parte retomar a discussão de segunda-feira – onde nem todos estavam – naquela aula e daquele jeito, critiquei inclusive suas ideias racistas, machistas e homofóbicas. O professor então me chamou de idiota, veio para cima de mim ameaçando que iria na delegacia, que iria me expulsar de sua aula e que eu não sabia com quem estava lidando, que ele era da Congregação e iria fazer da minha vida um inferno. Na semana seguinte recebi um B.O. do professor onde ele me acusava de ‘desacato a autoridade’. Semana passada recebi então uma sindicância da direção a pedido do professor Tosi em que aponta a possibilidade do meu desligamento do curso (expulsão) em respeito ao artigo 161 do Regimento da UNESP: IV. praticar ato atentatório à integridade física e moral de pessoas ou aos bons costumes; VII – perturbar os trabalhos escolares, as atividades científicas ou o bom funcionamento da administração; X – desacatar membro da comunidade universitária; De acordo com fontes que
presenciaram a aula do professor que faz parte dessa sindicância, este já se pronunciou em favor da minha expulsão.
Esta marcada a audiência para quinta-feira (14/04) às 9:00. Gostaria de expor esse caso, que para mim demonstra um caso de perseguição política – pois de outra forma, nada justificaria uma sindicância forjada pela burocracia por uma discussão acadêmica
em sala de aula – sendo levado a frente pela burocracia de maneira mais descarada possível, indo contra a liberdade de discussão. Já não bastasse tornarem os espaços físicos públicos da Universidade em privados, com catracas, proibições de manifestações estudantis, impossibilidade de utilizar salas para reuniões de entidades ou atividades de extensão, agora tornam os espaços de debate de ideias de maneira autoritária e ditatorial. Vivemos em uma ditadura mascarada, onde pouco a pouco nos proíbem de nos reunirmos e agora nos proíbem de pensarmos diferente dos professores!
Peço aos/as companheiros/as que acham isso um absurdo, para enviarem esse e-mail para todas as listas possíveis de executivas de curso, de movimentos, de sala, amigos, etc… Assim como peço também para discutirmos esse caso e para as entidades, CA’s, DA’s, correntes políticas, partidos, organizações, grupos que puderem e concordarem em enviar moções e todo apoio possível para barrarmos esse ataque.
Acontecerá também o Congresso dos Estudantes da UNESP e FATEC e o Encontro de Trabalhadores e Estudantes nos dias 21, 22, 23 e 24/04 em Rio Claro onde seria importante nos reunirmos para discutir essa e outras questões de repressão e autoritarismo que vem acontecendo em outros campus da UNESP, na USP e Unicamp, contra estudantes e trabalhadores.
Abraços,
Adriano

História UNESP Franca
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